Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar.

Hoje é aniversário de Fernando Pessoa, um dos meus escritores preferidos. Veja o que escrevi sobre ele no dia 9 de dezembro do ano passado no Pirearte:

"Priscila Ribeiro

Ele é porrrrtuguês, inteligente, romântico, ah como eu o amo. Face magra, nariz longo e pontudo. Costumeiramente usa chapéu, óculos redondo e gravata.

Esse é Fernando Pessoa...


Que pode ser Alberto Caieiro, o ambientalista; Álvaro de Campos, o engenheiro; Ricardo Reis, o médico... todos são seus heterônimos, isto é, autores fictícios (que não existem na vida real) com personalidade.

Quer conhecer um pouquinho mais?

Então leia um pedacinho do que a enciclopédia Wikipedia diz sobre cada um:

Alberto Caieiro foi um poeta ligado à natureza,de completa simplicidade, que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico, afirmando que pensar obstrui a visão ("pensar é estar doente dos olhos") e que ao pensar entramos num mundo complexo e problemático onde tudo é incerto e obscuro diga-se de passagem que nesse ponto ele tem razão.

Ricardo Reis é descrito como um médico que se definia como latinista e monárquico. De certa maneira, simboliza a herança clássica na literatura ocidental. O fim inexorável de todos os seres vivos é uma constante na sua obra, clássica, depurada e disciplinada.

Álvaro de Campos era um engenheiro de educação inglesa e origem portuguesa, mas sempre com a sensação de ser um estrangeiro em qualquer parte do mundo.É revoltado e crítico e faz a apologia da velocidade e da vida moderna, com uma linguagem livre, radical.

Além deles, há também obras ortónimas (ele mesmo, o autor de verdade, que existe na realidade) de Pessoa e o semi heterônimo (com muitos elementos do autor real com o autor fictício) Bernardo Soares.

Sabe, eu gosto muito de Pessoa, principalmente de Alberto Caieiro.

Esse amor pelas obras dele começou no 2º ou 3º ano do ensino médio no colégio Manuel Ciridião Buarque (onde cursei todo o ensino médio) nas aulas de literatura com a professora de português, excelente por sinal, que se minha memória não me trai,chama-se Elza.

Em determinada hora ela pedia para um aluno, escolhido por ela, ler em voz alta um pedaço da obra de um desses heterónimos, sendo que depois todos tinham que procurar entender o que o autor quis dizer e ainda identificar, por meio do estilo, do modo de escrever, quem era o autor do trecho lido. Eram aulas reflexivas, gostosas que até hoje me inspiram!"

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13.6.11

Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar.

Hoje é aniversário de Fernando Pessoa, um dos meus escritores preferidos. Veja o que escrevi sobre ele no dia 9 de dezembro do ano passado no Pirearte:

"Priscila Ribeiro

Ele é porrrrtuguês, inteligente, romântico, ah como eu o amo. Face magra, nariz longo e pontudo. Costumeiramente usa chapéu, óculos redondo e gravata.

Esse é Fernando Pessoa...


Que pode ser Alberto Caieiro, o ambientalista; Álvaro de Campos, o engenheiro; Ricardo Reis, o médico... todos são seus heterônimos, isto é, autores fictícios (que não existem na vida real) com personalidade.

Quer conhecer um pouquinho mais?

Então leia um pedacinho do que a enciclopédia Wikipedia diz sobre cada um:

Alberto Caieiro foi um poeta ligado à natureza,de completa simplicidade, que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico, afirmando que pensar obstrui a visão ("pensar é estar doente dos olhos") e que ao pensar entramos num mundo complexo e problemático onde tudo é incerto e obscuro diga-se de passagem que nesse ponto ele tem razão.

Ricardo Reis é descrito como um médico que se definia como latinista e monárquico. De certa maneira, simboliza a herança clássica na literatura ocidental. O fim inexorável de todos os seres vivos é uma constante na sua obra, clássica, depurada e disciplinada.

Álvaro de Campos era um engenheiro de educação inglesa e origem portuguesa, mas sempre com a sensação de ser um estrangeiro em qualquer parte do mundo.É revoltado e crítico e faz a apologia da velocidade e da vida moderna, com uma linguagem livre, radical.

Além deles, há também obras ortónimas (ele mesmo, o autor de verdade, que existe na realidade) de Pessoa e o semi heterônimo (com muitos elementos do autor real com o autor fictício) Bernardo Soares.

Sabe, eu gosto muito de Pessoa, principalmente de Alberto Caieiro.

Esse amor pelas obras dele começou no 2º ou 3º ano do ensino médio no colégio Manuel Ciridião Buarque (onde cursei todo o ensino médio) nas aulas de literatura com a professora de português, excelente por sinal, que se minha memória não me trai,chama-se Elza.

Em determinada hora ela pedia para um aluno, escolhido por ela, ler em voz alta um pedaço da obra de um desses heterónimos, sendo que depois todos tinham que procurar entender o que o autor quis dizer e ainda identificar, por meio do estilo, do modo de escrever, quem era o autor do trecho lido. Eram aulas reflexivas, gostosas que até hoje me inspiram!"

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